terça-feira, 16 de maio de 2017

Síntese sobre o texto Educação Infantil: Princípios e Fundamentos



O artigo apresenta dois modelos de organização, High Scope e Reggio Emilia. Ambos apresentam características que ajudam a criança a desenvolver a autonomia, como um sujeito ativo de seu processo de aprendizagem. High Scope apresenta foco na formação de um individuo autônomo que planeja e executa o planejamento, já Reggio Emilio visa a cooperação, paz e provoca o aprendizado na criança, estimulando-a a ver o ambiente como outro professor.
O capítulo seguinte trata da escola moderna portuguesa que trabalha uma educação cooperativa como prática democrática e a intenção de inserção na sociedade. As salas são compostas por crianças de diversas idades e não é levada em consideração a divisão de ciclos, pois a intenção é que as crianças mais velhas possam contribuir com o aprendizado das mais novas. Os professores são chamados de educadores e tem a função de provocar os seus alunos, para que se sintam estimulados a fazerem suas próprias pesquisas. Em alguns pontos se assemelha a teoria frenesiana, e utiliza a experiência para extrair o conhecimento. Os três passos desse modelo são a identidade da autonomia pessoal, a descoberta do meio físico social e a comunicação para compreender a natureza do aluno.
Ao tratar sobre a construção de identidade e desenvolvimento da autonomia, a autora relata a importância de prever situações que incentivem esses processos, ela explica que durante essa construção dos projetos do professor o registro é de extrema importância, assim o ele pode conhecer e avaliar melhor o seu aluno e não de forma superficial. O texto traz exemplos de projetos de identidade que tiveram resultados positivos, como a construção da identidade com fotos, espelhos e desenhos, a compreensão da criança como sujeito social e histórico que esta inserido em vários grupos, os vínculos afetivos da criança e a criação de elos com o coletivo, e o banho como uma atividade lúdica e não meramente mecânica.
O próximo capítulo fala sobre a curiosidade da criança, um diálogo sobre uma advertência do pai para que a criança não toque em um material que esta muito quente e ela mesmo assim o faz escondido, o texto transcorre explicando sobre aprendizado pela experiência, pela credibilidade que o pai tem e mesmo assim a criança precisou passar pela situação. Isso não quer dizer que devemos deixar as crianças em situações perigosas, mas a experiência é necessária para que a partir daí a criança tome suas decisões.
Sobre a organização do tempo e espaço, o texto mostra que o principal objetivo é pensar no desenvolvimento da criança. Dessa maneira, os berçários precisam criar em seus espaços situações desafiadoras, para que as crianças desenvolvam a autonomia, livre escolha e iniciativa. Para que isso aconteça à sala precisa estar planejada, com móveis baixos, interruptores e água acessíveis. A organização do espaço deve ser feita em zonas circunscritas (cantos), e devem existir pelo menos três.

Na sequência, tratando de avaliação da educação infantil, o capítulo tenta sistematizar as discussões feitas por pesquisadores dessa área e são propostas reflexões sobre as práticas de avaliação aplicadas em creches e pré-escolas e para avaliar o desenvolvimento das crianças e o trabalho desenvolvido nas instituições

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