O artigo apresenta dois modelos de organização, High Scope e
Reggio Emilia. Ambos apresentam características que ajudam a criança a
desenvolver a autonomia, como um sujeito ativo de seu processo de aprendizagem.
High Scope apresenta foco na formação de um individuo autônomo que planeja e
executa o planejamento, já Reggio Emilio visa a cooperação, paz e provoca o
aprendizado na criança, estimulando-a a ver o ambiente como outro professor.
O capítulo seguinte trata da escola moderna portuguesa que
trabalha uma educação cooperativa como prática democrática e a intenção de inserção
na sociedade. As salas são compostas por crianças de diversas idades e não é
levada em consideração a divisão de ciclos, pois a intenção é que as crianças
mais velhas possam contribuir com o aprendizado das mais novas. Os professores
são chamados de educadores e tem a função de provocar os seus alunos, para que
se sintam estimulados a fazerem suas próprias pesquisas. Em alguns pontos se
assemelha a teoria frenesiana, e utiliza a experiência para extrair o
conhecimento. Os três passos desse modelo são a identidade da autonomia
pessoal, a descoberta do meio físico social e a comunicação para compreender a
natureza do aluno.
Ao tratar sobre a construção de identidade e desenvolvimento
da autonomia, a autora relata a importância de prever situações que incentivem
esses processos, ela explica que durante essa construção dos projetos do
professor o registro é de extrema importância, assim o ele pode conhecer e
avaliar melhor o seu aluno e não de forma superficial. O texto traz exemplos de
projetos de identidade que tiveram resultados positivos, como a construção da
identidade com fotos, espelhos e desenhos, a compreensão da criança como
sujeito social e histórico que esta inserido em vários grupos, os vínculos
afetivos da criança e a criação de elos com o coletivo, e o banho como uma
atividade lúdica e não meramente mecânica.
O próximo capítulo fala sobre a curiosidade da criança, um
diálogo sobre uma advertência do pai para que a criança não toque em um
material que esta muito quente e ela mesmo assim o faz escondido, o texto
transcorre explicando sobre aprendizado pela experiência, pela credibilidade
que o pai tem e mesmo assim a criança precisou passar pela situação. Isso não
quer dizer que devemos deixar as crianças em situações perigosas, mas a
experiência é necessária para que a partir daí a criança tome suas decisões.
Sobre a organização do tempo e espaço, o texto mostra que o
principal objetivo é pensar no desenvolvimento da criança. Dessa maneira, os
berçários precisam criar em seus espaços situações desafiadoras, para que as crianças
desenvolvam a autonomia, livre escolha e iniciativa. Para que isso aconteça à
sala precisa estar planejada, com móveis baixos, interruptores e água
acessíveis. A organização do espaço deve ser feita em zonas circunscritas
(cantos), e devem existir pelo menos três.
Na sequência, tratando de avaliação da educação infantil, o
capítulo tenta sistematizar as discussões feitas por pesquisadores dessa área e
são propostas reflexões sobre as práticas de avaliação aplicadas em creches e
pré-escolas e para avaliar o desenvolvimento das crianças e o trabalho
desenvolvido nas instituições.
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